O início do Verão

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11 de Junho de 2016, Ericeira, Portugal

Tenho várias maneiras de sentir o início do Verão em Lisboa.

A maneira mais precoce de assinalar a chegada do Verão é comum ao António Barreto: ando pela cidade à espreita do primeiro jacarandá florido. Costuma aparecer em meados de Maio, às vezes um pouco mais cedo, nas ruas mais abrigadas das Avenidas Novas ou à volta do Parque Eduardo VII. Gosto tanto dos jacarandás floridos que os usei para um dos números mais clássicos da fotografia: “com a verdade me enganas”. Esperei pelo fim do mês para fotografar o Instituto Superior Técnico com os jacarandás do Instituto Nacional de Estatística em primeiro plano. Quem não conhecer o local, até pensa que o IST é um campus à americana!

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30 de Maio de 1999, Lisboa, Portugal

Depois vem o calor. Para mim, o calor de Verão em Lisboa é ter máximas acima de 30ºC durante o dia e mínimas acima de 20ºC durante a noite. Este ano, isto sucedeu à minha janela pela primeira vez no dia 12 de Junho.

Por esta altura, chegam os Santos Populares, os feriados  e o luar de Junho. Ligo mais ao segundo do que aos primeiros porque nos tempos de faculdade tinha exames e depois disso, tento aproveitar os feriados para sair uns dias.

Mas esteja onde estiver, procuro não perder o luar de Junho (no Alentejo e em Lisboa).

Este ano o luar coincidiu com o solstício que é outra forma de assinalar o Verão com os dias mais longos e o calor. E logo chega Julho, quando esperamos a brisa da tarde que vem do Tejo aliviar a cidade encalmada. E, nesses dias de canícula, passear nos campos é um concerto natural de insectos, aves e batráquios e um encanto para procurar pequenos prodígios da Natureza.

Este ano, tive a sorte de encontrar um insecto ainda mais raro: foi no princípio de Junho, quando o calor já nos visita mas ainda não fica, que encontrei na Ericeira um pequeno prado/jardim com pirilampos. Apesar de não levar outro material do que uma compacta de bolso, fui brincando com os pirilampos que faziam números de trapézio em torno das ervas que eu manipulava. O resultado está acima, sem qualquer retoque!

Nota técnica: esta fotografia é particularmente difícil de fazer porque o sistema de auto-foco claudica à noite e a tão curta distância. A alternativa é focar manualmente a uma distância determinada e aproximar o motivo até coincidir a focagem. Conseguir este resultado sem tripé e com a luz difusa dos candeeiros à meia-noite é uma homenagem à Panasonic LX-7… Tirei outras imagens mais focadas mas com menos luz. Quanto mais calmos estão os pirilampos mais espaçados são os ciclos de luminescência.

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