Praga ao rubro

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Dezembro 1995, Praga, República Checa

Este é um dos cartões postais de Praga, agora revisto em cores excessivas. Lembrei-me desta fotografia nos recentes confrontos motivados pelas assembleias anuais do Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial nesta cidade (em Outubro de 2000).

Crónica

Já lera “O Processo” de Kafka antes de visitar Praha pela primeira vez, em Dezembro de 1995. Além da curiosidade normal do turista ia em busca de uma atmosfera que me recordasse o livro.

Durante um fim de semana deambulei pela cidade velha, pelo rio Viltava e por Mala Strana. Em todo o lado, sempre que levantava os olhos, deparava com a mole imensa do castelo (Hrad) dominando a cidade.
Como não sei fotografar o nevoeiro nem a expressão fechada dos habitantes que circulavam cabisbaixos e apressados por ruas estreitas e enlameadas pela neve suja, debrucei-me sobre o problema do castelo. A história de Praha centra-se nele, sede dos poderes religiosos e laicos, checos ou estrangeiros. De dia, o castelo via-se mal por causa da névoa, da chuva e da neve, mas à noite brilhava fulgurante.

Ora uma luz no escuro é um sinal quase universal de regozijo e confiança e não o símbolo de um poder severo, inflexível e imprescrutável, tal como aquele a que K. foi sujeito. No último dia, fiz um ensaio à hora do crepúsculo com sobre-exposição deliberada e cores forçadas, para tentar transmitir essas impressões.

Fotografia tirada com Praktica BX20 e Prakticar 50mm f/1.8, tripé e diapositivo.

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